| Chumash com Rashi Esta é uma obra que não pode faltar nos lares judeus. A realização deste livro foi possível graças ao apoio dos Irmãos Edmond z'l, Moise e Joseph Safra. Coleção Chumash com Rashi composta de 5 volumes: 1-Bereshit (Gênesis) 2-Shemot (Êxodo) 3-Vaykra (Levítico) 4-Bamidbar (Números) 5-Devarim (Deuteronômio) Texto original acompanhado pela tradução em português. Texto bíblico original com os comentarios de RASHI - Rabino Shelomo ben Yits'chac, o mais ilustre comentarista da Bíblia e do Talmud de todos os tempos, nascido em Troyes, na Franga (1040 - 1105). Texto vocalizado em letras hebraicas de imprensa, com tradução para o português. Seus comentarios, enraizados na literatura midráshica, expôem de forma definitiva a visão judaica da Bíblia.
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| A trágica morte de Edmond Safra, na véspera de Chanucá de 5760, abalou o mundo inteiro, deixando em estado de choque os judeus de todos os países e de todos os continentes. Muitos conheciam pessoalmente o magnata da área bancária internacional do século XX, outros tinham escutado falar do gênio financeiro, outros só ficaram sabendo que era o judeu mais rico do mundo e o maior filantropo deste século no momento de sua morte. Mas, quem foi verdadeiramente Edmond Safra? Edmond Safra nasceu em Beirute, no Líbano, a seis de agosto de 1931, terceiro de uma família de oito filhos, quatro homens e quatro mulheres. Seu pai, Jacob, era conhecido como " Ya"ub, o Safra ", um banqueiro de origem síria, que emprestava dinheiro aos membros da comunidade. O nome Safra, em árabe, significa amarelo e faz alusão ao ouro e às transações que seu avô realizava no tempo dos otomanos, transportando ouro através do deserto em caravanas de camelos. Sua mãe, Esther, conhecida como Tera, cuidava de sua família para criá-la segundo as tradições judaicas. Edmond, como a maioria das crianças de nossa comunidade, estudava no colégio hebraico sionista "Alliance Israelite Universelle". Era um menino irrequieto, seus professores não conseguiam contê-lo e, por isso, previam que o jovem aluno não conseguiria nada em sua vida. O que eles não sabiam era que sua inquietude devia-se a uma grande inteligência, uma visão que superava sua idade bem como as simples preocupações de seus colegas e até mesmo dos próprios professores. O primeiro banco da família foi o Banque de Crédit National, no Líbano. Aos quinze anos Edmond larga a escola e envolve-se nos negócios familiares. Viaja para a Itália e inicia sua carreira no mercado de metais e moedas entre Milão, Zurique, Amsterdã e Genebra. Este jovem foi um dos primeiros a dar-se conta de que o ouro, na Índia, era mais caro do que na Europa e, desde então, foi comprovando sua grande capacidade, fazendo crescer o patrimônio familiar. Em 1956, Edmond funda a SUDAFIN, uma sociedade financeira e comercial em Genebra. E, em 1959, este jovem irrequieto converte este negócio em seu primeiro banco, o Trade Development Bank. Em menos de uma década de trabalho, Edmond já era reconhecido como um dos banqueiros mais bem sucedidos do mundo. Pouco tempo antes tinha-se mudado para o Brasil, seguido por toda a sua família, país em que iniciou uma série de transações financeiras e comerciais em sociedade com seus irmãos Joseph e Moisés, dirigentes do Banco Safra, hoje considerado o quinto banco do Brasil. Em 1966, abre a primeira filial do Republic National Bank of New York com um capital de 11 milhões de dólares. Dois anos depois, o Republic é reconhecido internacionalmente como o primeiro banco dos Estados Unidos em transações de ouro e metais preciosos. Pouco mais tarde, Edmond estabelece uma filial do Republic em Londres. O Republic International Bank é incluído nas bolsas de valores americana e européia. Em 1994, expande suas operações à Austrália. Em 1997, ao completar 50 anos de carreira, Edmond tinha conseguido que seu banco, o Republic National Bank, se tornasse o terceiro maior banco de Nova York, com oitenta e oito agências locais, operando também nos cinco continentes. Poucos dias antes de morrer, Edmond Safra havia completado a transação de venda do Republic ao Hong Kong Shangai Bank, HSBC. Edmond Safra foi respeitado, amado e admirado por todos os que o conheceram, fossem estes judeus, cristãos ou muçulmanos. Sua mera presença irradiava dignidade, nobreza e liderança. Suas atividades permitiam-lhe pouco tempo para si mesmo, mas, nas festas religiosas, sempre encontrava uma forma de reunir toda a família, sua e de seus irmãos, fosse no Brasil, Nova York ou Genebra. O que Edmond desejava era sagrado para seus irmãos; eles atendiam seu chamado e, poucas vezes, tomavam decisões importantes pessoais sem consultá-lo. Edmond Safra era uma pessoa simples, evitava publicidade e resistia em ter sua imagem pública. Mas, o seu sucesso e a força das comunicações impulsionaram sua imagem a nível internacional. Entre suas relações de amizade estavam presidentes do Estado de Israel e de diferentes países, príncipes, duques, governadores, médicos, filósofos, escritores, rabinos, comerciantes. Tinha uma memória impressionante e lembrava das pessoas mesmo que as tivesse visto por pouco tempo. Sempre perguntava pelas diferentes famílias que conhecera em Beirute. Edmond Safra foi mais famoso pelo dinheiro que doava do que pelo dinheiro que possuía. Em suas viagens, sempre se preocupava em saber sobre as famílias necessitadas, pronto para ajudá-las, a contribuir no casamento das jovens, a pagar os estudos dos rapazes, conseguir-lhes um emprego em seu negócio, ou pagar as contas médicas dos doentes. Edmond Safra foi um bem sucedido banqueiro, mas, além disso, foi um homem de grande coração. Foi um Tzadik, um homem justo, que cumpria constantemente com a mitzvá da Tzedaká. Edmond Safra morreu, mas seu nome continuará vivo através das inúmeras instituições judaicas, organizações sionistas, sinagogas, Yeshivot, Mikvaot, asilos, centros educativos, Bikur Holim para doentes, que doou em Israel e em muitos outros países do mundo. Em Israel, fundou 300 centros de Talmud Torá, com a participação de 70 mil alunos. Em Bat Yam, uma magnífica sinagoga para o rabino Jacob Attié e os judeus do Líbano; em Katamon, outra para os judeus da Síria; tanto no Brasil, em Nova York, em Baltimore como em muitos outros países. Foi responsável pela reforma das sinagogas da Grécia e Budapeste e publicou milhares de Sidurim em diferentes países do mundo. Criou em Nova York a Fundação Internacional para a Educação Sefaradita. Suas contribuições se estenderam a universidades, museus, corporações médicas e centros de investigações científicas. Foi nomeado Doutor Honoris Causa em filosofia pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Por sua filantropia, sua generosidade e seu sucesso internacional, Edmond Safra nos deu, aos judeus sefaradim, uma razão para nos orgulharmos de nosso legado, de nossas tradições, não só permitindo que sobrevivam, mas que refloresçam com raízes mais fortes e com bases mais sólidas. Sem dúvida, seu nome é digno de ser mencionado junto ao dos judeus famosos que enchem de orgulho o nosso povo, como Sir Moises de Montefiore e o Barão de Rotschild. Edmond Safra não morreu, vive e viverá como exemplo a ser seguido pelas futuras gerações. |